Nov 29

Agoiradores profissionais

Tag: GeralJorge @ 1:20

Esta semana comprei um dos brinquedos que já ando a namorar há alguns anos: uma mota.

Desde pequeno que queria ter uma mota. Quando tinha 14 anos descobri que os meus pais me iam dar uma mota porque descobri à socapa catálogos da Yamaha no quarto deles já com preços e tudo. Mais ou menos por essa altura, faleceu um irmão do meu avô que tinha uma vespa das verdadeiramente antigas já naquela altura. Foi então que os meus pais decidiram que se eu quisesse uma mota, que tinha de ficar com aquela. Obviamente que tudo o que um puto de 14 ano não quer é uma lambreta de velho. Era uma vergonha andar de vespa e deixar de lado uma moderna Yamaha Aerox. Claro que hoje apetece bater em mim mesmo por não ter ficado com aquela clássica. Mas isso são outros 500.

O que interessa para esta história é que eu nunca perdi o vício das motas ao contrário do que a minha mãe pensava. Ela viveu convencida que um dia isto passava. Não passou!

Desta forma, na passada terça-feira fui buscar uma Suzuki GSR 600, um brinquedo já consideravelmente potente e pesado que chega para meter respeito a quem se meter em cima dela. Como disse um amigo meu, é "andar com um foguete preso aos c*lh**s1".

Infelizmente, aquilo que para mim é motivo de euforia, facilmente se transformou em martírio! Já enjoa ouvir pessoas a dizer, "fizeste mal", "vais-te matar", "não tens juízo", bla bla bla. Do dia para a noite parece que passou a ser crime comprar uma mota. Já me lixaram tanto a cabeça que parece que até já tenho medo de pegar nela de tanto agoiro!

De qualquer forma, vou deixar aqui escrito para a posteridade aquilo que penso.

Dispenso os moralismos e os preconceitos. Não me venham com histórias que andar de mota é isto e é aquilo. A perigosidade está no uso que cada um dá às coisas. Há gente que morre de carro, de comboio, de avião, de mota, de metro, de bicicleta até… sim, já vi muito boa gente a ter graves acidentes de bicicleta, no entanto não conheço nenhum pai que não tenha dado uma bicicleta ao filho por ser perigoso.

É obvio que como veículo potente que é requer algum cuidado, mas isso tanto acontece com motas como com carros. Se eu comprasse um Lamborghini, também teria que ter cuidados redobrados na condução, mas será que me iam massacrar?

Eu tenho uma teoria. O problema é que as motas são potência especifica acessível às massas. Qualquer pessoa com ou sem juízo compra uma, acabando por as segundas criar muito estigma em relação a este meio de transporte. Dêem um Lamborghini a todos os street racers da vossa terra a ver quantos sobrevivem! É tudo muito relativo! O problema das motas é que quaisquer 5000€ compram 3,7s dos 0 aos 100 km/h.

E como diz o Álvaro Costa, é o que eu vos digo por hoje!

1 O mesmo que testículos.

4 Responses to “Agoiradores profissionais”

  1. Motas não são obra do demo! « Artur Carvalho says:

    […] não são obra do demo! 01Dez08 O Jorge escreveu um post interessante acerca de motas. Como eu o […]

  2. Blizard says:

    LOL
    Agoirador profissional?
    ;)

  3. Marco Coelho says:

    Cometi o mesmo erro que tu quando era novo. Roubaram a minha Casalinha que tanta independencia me dava, e na procura de uma mota substituta o meu pai localizou uma Vespa que eu recusei pq na altura aquilo para mim era um chasso velho. Hoje bem que me arrependo, até porque já me passou pela cabeça comprar uma igual à que iria ter :D

  4. fati says:

    Se és prudente tira o máximo proveito da mota.Os reflexos e a condição física do condutor são os melhores avaliadores;Não ligues a mais ninguém…

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