No passado dia 20 de Abril, esse grande bloguista que é Artur Carvalho, escreveu sobre "Porque não trabalhamos menos horas?" se nós somos cada vez mais no mundo. Apetece-me contra argumentar a veracidade desta retórica!
No video que se apresenta a seguir, quer-me parecer que os chineses, que são mais que os ratos, têm demasiado tempo livre. É o que dá gente a mais a trabalhar:
E agora, qual é a música qual é? :)
Há dias que mais vale estar quietinho e não mexer em nada. E há dias que só acontecem de 20 em 20 anos. Ontem, para mim, foi as duas coisas.
Chego a casa e tenho na minha mesa um envelope com umas tralhas que tinha comprado no e-bay, material de electronica e estava mortinho por testar aquilo… e precisava de uma chave de fendas. Como a tropa manda desenrascar (eu não fui à tropa), saco do canivete para desapertar o dito parafuso. A prática não é inédita e até tem tido bastante sucesso. Ontem não foi o caso. O canivete preferiu escapar-se para o meu polegar e só parou quando encontro resistência, vulgarmente chamada de "osso".
A minha primeira preocupação foi arranjar maneira de fechar a torneira! Acho que nunca vi tanto do meu sangue junto sem ser dentro de um tubo de ensaio!
A segunda foi arranjar alguém que ás 3 da manhã me levasse ao hospital para o devido tratamento.
Chegado ao hospital, vestido de robe e pijama - que pinta! - entrei nas urgências e logo me apercebi que naquela noite ia ser um cliente VIP. Montes de gente à espera (benvindo ao hospital publico) e o jovem de robe logo por lá dentro. Maravilha.
De reter a cara de espanto da enfermeira (muito boa enfermeira por sinal… em vário sentidos) que me perguntou mas que raio estava você a fazer com um canivete ás 3 da manhã. Piorou quando lhe disse "a desapertar um parafuso :)". Acho que ela ficou com medo da minha pessoa o que inviabilizou um convite para um copo no final da sessão de costura.
Posto isto, nada de novo, 20 anos depois lá fui eu costurado novamente, desta vez, com 4 pontos na cabeça do polegar direito. Acho que tem mais pontos do que dedo! Ainda me lembro que da ultima vez que levei pontos foi por esbarrar com a cabeça num muro e só levei 3.
E agora vou fazer o curativo.
Esta exclamação até que poderia dizer respeito a uma invasão de ET’s, a algum grupo famoso de Rock, uma equipa de futebol, mas não. Será algo muito mais inédito. Suficientemente inédito para me fazer perder tempo a escrever aqui, e também igualmente inútil por aqui constar.
Há cerca de duas semanas, apareceram uns buracos estranhos nos passeios em dois locais distintos perto de minha casa. Confesso que no fim-de-semana passado ainda perdi uns 5 minutos a tentar perceber pela sua localização o que iria ser.
Hoje regresso a casa do trabalho e vi algo enfiado nos ditos buracos. Nada mais, nada menos que os primeiros (se não me falha a memória porque a esta hora da madrugada já não há milagres) semáforos de Pevidém City. É verdade, exemplares novinhos em folha, nunca antes visto. Por mais que pense, e realço para o adiantar da hora, não me recordo de nenhuma outra ocorrência em Pevidém. Há apenas um caso, mas é a meias com Gondar que é por ser na fronteira. Resumindo, temos assim os primeiríssimos semáforos 100% pevidenses. Podem ser visitados todos os dias frente à escola EB 2 + 3 de Pevidém.
A parte chata disto tudo é que o segundo buraco fica na saída da minha casa. Ou seja, vou ter de levar com um vermelho todos os dias para sair de casa, porque é a única saída que tenho. Ou Sra. Presidente da Junta me arranja um comando para mudar aquilo para verde, ou já não vou votar nela! Já dizia a minha Avó, "virou-se o feitiço contra o feiticeiro".